segunda-feira, dezembro 07, 2009

Debate - FUNDAMENTAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DE CONDUTA NA RELAÇÃO COM “O OUTRO”





DEBATE

TEMA: FUNDAMENTAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DE CONDUTA NA RELAÇÃO COM “O OUTRO”



Tenham em conta algumas manifestações de intolerância à diferença como:

· Racismo e Xenofobia

· Desigualdade de género

· Estado civil

· Homofobia e Transfobia

· Portadores de necessidades especiais

· Religião ou crenças religiosas

· Edaísmo


1. Explorem os conceitos enumerados.

2. Escrevam um texto de uma a duas páginas sobre o tema.

3. Se possível anexem ao vosso trabalho um testemunho real ilustrativo do desrespeito pelas normas de conduta para com “o outro”.

4. Discutam com a turma as vossas conclusões, registem-nas e anexem ao vosso trabalho.






De acordo com a ética e com a moral, é necessário as pessoas saberem “estar” em sociedade e saberem relacionar-se com os outros de forma a enquadrarem-se no conjunto de princípios que as definem como íntegras e cívicas.
Só que nem toda a gente é capaz de se reger por esse conjunto de princípios, muitas vezes agindo de forma irresponsável e dificultando a vida alheia.
Existem diversas demonstrações de desrespeito para com “o outro” como:
 Racismo, tendência do pensamento em dar grande importância à noção de existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras;
 Xenofobia, medo que o ser humano normalmente tem por aquilo que é diferente, sobretudo por quem é de outra nacionalidade;
 Desigualdade de género, uso desigual dos direitos humanos das mulheres ou homens;
 Homofobia, aversão ou discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou contra a homossexualidade ou simplesmente a aversão a pessoas do mesmo sexo;
 Transfobia, aversão ou discriminação de uma pessoa contra transexuais ou contra a transexualidade;
 Edaísmo, discriminação etária.
A época do pós-guerra e a entrada numa era tecnológica permitiu toda uma globalização das comunidades de qualquer canto do mundo, permitindo a estas emigrarem e recomeçarem as suas vidas em países estrangeiros, em busca de maiores regalias e melhor qualidade de vida.
A adaptação a um novo país nem sempre é facilitada exactamente devido às demonstrações de intolerância para com as comunidades estrangeiras, que podem ou não possuir culturas e religiões diferentes.
Muitas vezes, os governos dos países acolhedores de forma a tentarem facilitar a integração das comunidades estrangeiras no seu país e na sua economia, nunca deixando de ter interesses de segunda linha em vista, acabam por criar legislações benéficas para os imigrantes, criando desigualdades em detrimento da comunidade nacional.
Casos como os do governo de Portugal onde as legislações de importação acabam por favorecer os comerciantes chineses, em detrimento dos negócios nacionais, originam algum incómodo e até mesmo revolta por parte da comunidade portuguesa não só para com o governo mas também contra a comunidade estrangeira em questão.
As pessoas ao serem sujeitas a vivências diferentes e logo a aprendizagens diferentes ao longo da vida, acabam por desacreditar o que não conhecem ou aquilo a que não estão habituadas no dia-a-dia.
Mas nem todas as pessoas se demonstram intolerantes ou pouco abertas a personalidades diferentes. Na esperança de elas próprias serem aceites na sociedade, tentam manter um espírito aberto e um nível de tolerância aceitável de modo a serem capazes de conviver com pessoas de culturas, idades, sexos diferentes.
A falta de tolerância é muitas vezes a razão para o desencadear de reacções como o racismo ou a homofobia.
Tiago Viçoso

Portugal - Um Retrato Social. Nós e os outros - actividade CP4


PORTUGAL – UM RETRATO SOCIAL

“Portugal, um Retrato Social” - documentário da autoria de António Barreto com a realização de Joana Ponte, apresentado na RTP durante o ano de 2007.

Este trabalho pretende ser um retrato do nosso país. Um retrato da sociedade contemporânea. É um retrato de grupo: dos portugueses e dos estrangeiros que vivem connosco. É um retrato de Portugal e dos Portugueses de hoje, que melhor se compreendem se olharmos para o passado, para os últimos trinta ou quarenta anos.



Episódio 4. Nós e os outros: uma sociedade plural

Há quarenta anos, havia só um povo, uma etnia, uma língua, uma cultura, uma religião e uma política. Hoje, Portugal é uma sociedade plural. Primeiro a emigração e o turismo, depois a democracia, finalmente os imigrantes estrangeiros, fizeram de Portugal uma sociedade aberta. Falam-se todas as línguas, reza-se a todos os deuses, há todas as convicções políticas. Os Portugueses aprendem a viver com os outros.

  1. O autor, afirma no início do documentário, que hoje “vivemos numa sociedade aberta”. Justifique esta afirmação, tendo em conta a situação vivida em Portugal na década de 60 e na sociedade actual.
  2. Refira de que forma actuava a censura até 1974. Apresente alguns exemplos.
  3. Descreva as principais mudanças na sociedade portuguesa, subjacentes à ida dos primeiros portugueses para o estrangeiro.
  4. Indique os reflexos da imigração na economia portuguesa.
  5. Explique de que forma a crise económica pode originar situações de preconceito.Na sua opinião, diga qual a responsabilidade/papel do Estado e do cidadão comum na questão da imigração.



Na década de 60, em Portugal, vivia-se em plena ditadura salazarista, numa época pós guerra, onde a comunidade portuguesa era definida como fechada e sisuda precisamente devido às normas impostas pelo governo.
O autor ao afirmar que hoje se vive numa sociedade aberta refere-se às mudanças que ocorreram após a queda do regime, permitindo à sociedade, como a conhecemos hoje, a possibilidade da liberdade de expressão e o direito à opinião, podendo cada um criar os seus próprios juízos, independentemente do tema, e sem que sejam censurados.
A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), criada em 1945, ia além da função de polícia política, sendo igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do estado.
O recurso à censura e o indício de perseguições políticas são marcas características desta entidade que procurava neutralizar qualquer tipo de tentativa de boicote no regime, impedindo mesmo qualquer tipo de manifestação, quer através da opinião quer através de actos, que fosse contra a constituição ou os valores morais estipulados pelo regime.
Com a ida dos primeiros portugueses para o estrangeiro em busca de melhores condições de vida e com o inicio de uma época em que Portugal passou a ser considerado um destino de férias por vários países europeus, começaram a surgir mudanças na sociedade portuguesa devido a elações originárias da interacção com comunidades diferentes, a sociedade passou a adquirir uma pluralidade que era inexistente durante o regime salazarista.
Nos anos 60 existia um povo, uma etnia, uma língua, uma cultura, uma religião e uma política. O aparecimento de uma sociedade plural deu “abrigo” a diferentes línguas, religiões e culturas no nosso país.
Mas não se deram apenas alterações sociais, o crescimento económico que se deu em Portugal muito teve a ver com o inicio da emigração e imigração, permitindo ao povo português uma melhoria substancial da qualidade de vida e das condições de emprego, e em consequência o aumenta da riqueza nacional.
Na sociedade actual vivem-se momentos não muito prósperos a nível económico, a chamada crise. O surgimento de tal fenómeno pode ser problemático também a nível social devido à imigração de que o nosso país é sujeito.
Situações de preconceito podem vir a ser originadas por parte do povo português em relação às comunidades estrangeiras, estando directamente relacionadas também com o Estado e com as leis da imigração que por sua vez acabam por beneficiar quem importa para Portugal, causando sérios problemas empresariais para os produtores portugueses e sendo intervenientes directos nestes conflitos.

Tiago Viçoso

sexta-feira, dezembro 04, 2009

O perfil do "Bom Trabalhador" - actividade de CP4


O "Bom Trabalhador"

Como definiria o "bom trabalhador"? Quais as características que para si são fundamentais num bom profissional?
Reflicta e apresente as suas conclusões.

***

O “Bom Trabalhador”, por Ana Esteves Lopes

O “bom trabalhador” tem que ter características específicas para desempenhar convenientemente a função a que se propõe.

A sua apresentação, a forma como fala com as pessoas, o conhecimento que tem acerca da função que desempenha, do produto que vende ou dos esclarecimentos que tem que prestar a outros, são condições estipuladas por qualquer empresa e que têm que ser cumpridas. De outra forma não verificamos que o trabalhador tenha perfil de bom profissional.

Vou começar então por caracteriza-lo fisicamente. Qualquer trabalhador deve ter cuidado com a forma como se apresenta no seu local de trabalho, estando sempre limpo, cuidado, cativante, agradável e obedecendo às regras de vestuário estipuladas pela empresa.

Quanto a outras características, é importante a sua forma de estar e de actuar no trabalho, deve ser uma pessoa simpática e sensível, adequada à situação. Deve criar sempre empatia com as pessoas que convive profissionalmente, deve ser perspicaz e mostrar-se conhecedor não só da empresa onde está inserido como de tudo o que ela representa. Deve estar confiante, ser leal e ter capacidade de comunicar com todas as pessoas com quem está envolvido. Deve ser uma pessoa com controlo emocional, atenta e com muita concentração em todas as funções que desempenha.

Qualquer bom trabalhador deve ter capacidade de trabalhar em equipa, deve também ser autónomo e pró-activo.

Para as situações difíceis que pode enfrentar, deve mostrar resistência física e emocional.

A organização e o método também tem que estar presentes, assim como a aplicação de todos os conhecimentos necessários ao bom desempenho das suas funções.

Assim sendo um BOM PROFISSIONAL tem que ter BRIO-PROFISSIONAL.

O “Bom Trabalhador”, por Georgeta Ana

O bom trabalhador deverá ter formação para exercer a sua profissão, ter consciência da necessidade de aprendizagem ao longo da vida, pois este facto irá ter consequências no seu desempenho enquanto profissional e constitui uma “vacina”contra o desemprego.

Deverá ter competências sociais, de bom relacionamento interpessoal para poder trabalhar em equipa e partilhar as suas experiências e também os seus fracassos.

Ser eficiente, respeitar o horário de trabalho, deixar os problemas pessoais fora do local de trabalho e ter gosto e entusiasmo naquilo que faz. Estar aberto a novos processos de trabalho.

O "Bom Trabalhador", por Mariana Rocha

Para um bom desempenho profissional, o trabalhador tem de ter algumas características essenciais para realizar as tarefas a que se propõe.

Precisa de ser ambicioso, querer ir mais além na sua actividade. Ter auto-motivação e não ficar à espera de estímulos externos ou de motivação contínua para desenvolver o seu trabalho. A autonomia também é uma característica fundamental, o trabalhador precisa de ter uma iniciativa que venha dele mesmo e não de ficar à espera que as coisas aconteçam por si mesmas, e esta característica também engloba o planeamento das suas próprias actividades.

Deve também saber exprimir as suas ideias e ter a capacidade de se fazer entender, pois a comunicação é bastante importante. Estar aberto a desafios e encarar as mudanças como oportunidades é também uma característica de um bom trabalhador. Procurar ser criativo e encontrar novos métodos de trabalho, apresentar novas ideias fazem igualmente parte.

O saber trabalhar em equipa e não se importar de ajudar os outros é também fundamental, mas nunca descuidando o seu trabalho.

Quanto a características físicas, o trabalhador deve saber cuidar da sua imagem, ou seja, não deve usar uma vestimenta demasiado “casual” ou descuidada, deve ter cuidado com a sua higiene, de forma a estar apresentável.

O “Bom Trabalhador”, por Liliana Brito

Um bom trabalhador deve partilhar os objectivos da empresa, e por isso sentir que os sucessos da empresa são os seus próprios sucessos.

Um bom profissional ambiciona ir mais além na sua actividade; não espera estímulos externos para desenvolver a sua actividade. Não necessita de motivação contínua; tem iniciativa própria; não espera que as coisas aconteçam. Para além disso, planeia as suas actividades.

Um bom profissional sabe exprimir as suas ideias. Tem a capacidade de se fazer entender.

Estabelece e compromete-se com objectivos, e faz tudo o que pode para cumpri-los. É orientado para os resultados. Procura adaptar-se a mudanças, que encara como oportunidades, e não como ameaças. Está aberto a desafios. Procura apresentar novas ideias. Procura ser criativo e encontrar novos métodos de trabalho.

Procura integrar-se no espírito da empresa, procura assimilar a cultura e valores da mesma. Gosta de trabalhar em equipa. Não se importa de ajudar os outros (embora não descuide de seu trabalho). Define prioridades, e não "perde" o seu tempo com questões pouco importantes.

Ou seja, é necessário ter:

  • Afinidade com a empresa
  • Ambição
  • Comunicação
  • Auto-motivação
  • Autonomia
  • Cumprimento de objectivos
  • Flexibilidade
  • Inovação Integração
  • Trabalho em equipa
  • Saber organizar o tempo

Um Bom Profissional tem que ter Brio Profissional!

O meu profissionalismo enquanto assistente administrativa: utilizo processos e técnicas de natureza administrativa e comunicacional, posso utilizar meios informáticos a assegurar a organização de processos de informação para decisão superior. Tendo aplicar as características que refiro no texto anterior.

O “Bom Trabalhador”, por Joana Ferreira

Um bom trabalhador deve saber ler e escrever, ou seja, no mercado de trabalho da actualidade um trabalhador não vai a lado nenhum sem saber ler e compreender textos, imagens e números. Um bom trabalhador deve ter a capacidade de fazer cálculos e de resolver problemas, pois é necessário raciocínio lógico, livre iniciativa e saber respeitar os outros.

No mercado de trabalho em que estamos inseridos é muito importante para um trabalhador saber observar, analisar, interpretar e expor as suas ideias de forma clara, directa e eficiente. Um bom trabalhador deve ter opinião própria, andar sempre bem informado e saber organizar e manejar bem essa informação.Para se ser um bom trabalhador devemos saber organizar a nossa vida e o nosso trabalho, saber analisar situações, definir estratégias, solucionar problemas e avaliar os resultados obtidos.

Um bom trabalhador deve saber falar bem e ter uma boa argumentação; também deve estar informado sobre as inovações do mercado para poder ser bem sucedido.

Um bom trabalhador para além de saber trabalhar individualmente, também deve saber trabalhar em grupo e ser criativo.

Existem alguns factores que são essenciais para se ser um bom trabalhador tais como:

- Assiduidade e pontualidade: demonstra que o trabalhador é uma pessoa responsável e consciente;

- Ética: não falar mal das pessoas e lugares onde trabalhamos anteriormente;

- Cumprimento de prazos: ser responsável e fazer todas as tarefas dentro dos prazos estabelecidos;

- Bom relacionamento: um trabalhador que se relaciona bem com os colegas é sempre reconhecido em qualquer local de trabalho.



"O Bom Trabalhador", por Tiago Viçoso

Ser “Bom Trabalhador” não é tarefa fácil, exige esforço e empenho constantes. Para se ser bem sucedido e reconhecido pelo trabalho que se desempenha é necessário ter algumas características como:

Ser Responsável
Não negligenciar os seus compromissos, ter a sua agenda sempre bem organizada, saber fazer um bom trabalho dentro dos prazos que lhe são dados, ser sempre pontual nos seus compromissos profissionais. Esta é uma qualidade imprescindível para quem quer ser distinguido como um bom profissional.

Ser Ambicioso
Ambição tem a ver com empenho e com a vontade de querer sempre um pouco mais. Ter sempre em vista um objectivo bem preciso e lutar até o conseguir concretizar. Ter ambição é uma característica fundamental.

Ser Criativo
Ter ideias inovadoras. Estar sempre atento a novas oportunidades ou desafios. Tentar obter a ideia certa no momento certo demonstra atenção e capacidade para solucionar problemas.

Ser Dinâmico
Dinamismo é sinónimo de produtividade. Ninguém gosta de ter na sua empresa alguém parado e que precisa de pedir licença a uma mão para mexer a outra.

Ser Eficiente
Ter sempre o trabalho pronto a tempo e horas, e bem feito. Mostrar empenho e dedicação ao trabalho.

Ser Sensato
Ter os pés bem assentes na terra e não se deixar levar por devaneios ou por projectos demasiado audaciosos. Ter a sensatez de nunca dar um passo maior que a perna, tendo sempre a noção do que consegue realmente fazer. É preferível fazer pequenas coisas mas fazê-las bem, do que querer fazer demais e não conseguir alcançar os objectivos traçados.
Estas são apenas algumas qualidades de que um “bom trabalhador” deve predispor para conseguir vingar no mercado de trabalho. Para além do que já foi mencionado há que salientar a satisfação do trabalhador em si. O nível de satisfação e felicidade do trabalhador em relação ao trabalho que realiza permite-lhe “vestir a camisola” da empresa para quem trabalha, aumentando consideravelmente as hipóteses de que os serviços prestados o sejam feitos de forma eficiente e satisfatória.

Ética e Deontologia - actividade de CP4



Ética e Deontologia

1. Todos nós, no nosso dia-a-dia já ouvimos falar em "ética", "deontologia", "doutrina", "moral", "consciência" e outros conceitos relacionados... Tendo em conta o vosso conhecimento pessoal e após uma pesquisa na Internet elabore um texto onde, de forma desenvolvida, defina e relacione os seguintes conceitos.

2. Tendo em conta o tema da ética e deontologia, faça uma crítica reflexiva a partir das imagens presentes no post.


















O estudo das relações sociais e todas as definições a elas relacionadas provêm já de há muitos anos atrás.
Palavras como ética e deontologia podem ser definidas de diferentes formas, consoante o tipo de interpretação que lhes é dada por cada indivíduo, mas nunca fugindo às temáticas da sociedade e do comportamento do ser humano a nível social.
Por Ética pode entender-se o “modo de ser”, uma teoria que procura explicar e justificar os costumes das sociedades. Esses costumes vão-se alterando juntamente com a sociedade, pois é a existência desta que os define.
O conjunto de princípios que vão sendo adquiridos pelas pessoas ao longo da sua vida em sociedade é exactamente o que define a Ética como uma doutrina filosófica, meramente teórica, não devendo ser confundida com algum tipo de obrigação ou definição normativa a nível social.
O objecto de estudo da Ética, possuidor de características normativas exclusivas, distingue-se de Moral. Moral é um conjunto de normas para a convivência humana em sociedade, dando origem a uma doutrina social (Direito) e não só.
O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: “Como devo agir perante os outros?”.
Esta interrogação dá origem à deontologia (“dever”, “obrigação”), uma das teorias normativas, proveniente da filosofia moral, segundo as quais as escolhas são moralmente necessárias, proibidas ou permitidas.
O exemplo mais comum na sociedade actual da deontologia é o chamado “Código de Ética” ou “Deontologia Profissional”. Referentes ao conjunto de princípios e regras de conduta inerentes a uma determinada profissão. Cada profissional está sujeito a uma deontologia própria reguladora da sua profissão. São normas estabelecidas pelos próprios profissionais tendo em vista a correcção das intenções e acções, nos direitos, deveres ou princípios, nas relações entre a profissão e a sociedade.
Tanto a ética como a moral indicam um tipo de comportamento propriamente humano não natural, significando que todo o conjunto de princípios, as definições entre certo e errado, entre bom e mau, não nascem com o homem de forma instintiva. Todas estas definições são provenientes da aprendizagem desenvolvida ao longo da vida com outros seres humanos de uma determinada sociedade e cultura.
Aquilo que vamos aprendendo ao longo da vida permite-nos adquirir valores e noções sobre a vida em sociedade e sobre aquilo que é socialmente aceite ou não, permite-nos ganhar consciência.
Essa consciência de que passamos a ser portadores pode, ou não, ditar futuras escolhas sobre decisões a tomar.
Através das imagens é possível fazer uma reflexão sobre o peso da ética e da moral na sociedade actual.
Quer na vida pessoal quer na vida profissional o uso dos códigos de ética como a filosofia de vida é algo que já começa a escassear nos dias que correm.
Como é ilustrado na maioria das imagens, a falta de honestidade e de transparência das pessoas é algo muito comum a fim de obter resultados benéficos, sem pensar propriamente no bem alheio ou mesmo demonstrando um desrespeito total pela “oposição”.

Tiago Viçoso

~





Falar de ética nem sempre é fácil, pois, não será correcto fazer uma
definição única, já que, o que é eticamente correcto para uns poderá não ser para outros.
Atendendo a que ética tem como objectivo distinguir o bem do mal, o comportamento correcto do incorrecto, percebemos então que cada indivíduo terá a sua própria ética, pois, como alguém disse “o que é bom á leoa, não será á gazela, e o que será bom á gazela não será á leoa”. Aqui poderemos então tentar ter comportamentos moralmente correctos ou simplesmente seguir o que a nossa consciência nos indica.
Ética e moral são realmente sinónimos, designam a ciência do bem, no entanto ética é considerado o bem, numa dimensão mais universal e moral, o que se impõe como obrigatório e será numa dimensão mais local. A ética é a procura do viver bem, da felicidade, a moral é associada à obrigação e dever morais pelas quais se devem pautar as condutas dos indivíduos.
Moral é um conjunto de condutas e normas que tu, eu e alguns dos que nos rodeiam costumamos aceitar como válidas. Ética é a reflexão sobre o porquê de as considerarmos válidas, bem como a sua comparação com outras Morais, assumidas por diferentes pessoas.”~

Por Moral entendemos então o conjunto de princípios, das normas, dos juízos ou dos valores vigentes numa dada sociedade.

A clarificação de normas morais, a definição de princípios éticos e uma deontologia profissional para determinadas funções, ou até para benefício pessoal de cada indivíduo parece-me essencial ao desempenho de uma função profissional ligadas á formação de outros indivíduos.
Contudo, temos que ter consciência que qualquer atitude nossa reflecte sempre os nossos princípios éticos assim como os nossos deveres morais.

No 1ºpost: penso que seja a necessidade que muitas vezes o cidadão comum tem de modificar os seus comportamentos para cumprir determinados princípios éticos ou até uma deontologia profissional. Assim sendo, tem muitas vezes que tomar atitudes, que não estão muito de acordo com os seus princípios éticos e suas normas morais.
No 2º post: temos uma atitude de cumprimento entre dois indivíduos, que é um comportamento moralmente correcto e um princípio ético normativo em qualquer sociedade.
No 3º post: deduzo que já tenham escrito tantas vezes ética que o giz acabou.

No 4º post: é o símbolo da justiça, podemos ver uma balança em desequilíbrio manifestando claramente uma sociedade que não cumpre os princípios éticos normativos.
PODEMOS DIZER ENTÃO QUE ÉTICA É A REFLEXÃO DA MORAL!

Ana Esteves Lopes

quinta-feira, dezembro 03, 2009

O Poder dos Media - Joana Ferreira e Mariana Rocha

Joana Ferreira e Mariana Rocha

Nos dias de hoje a sociedade rege-se muito pelo que lê/vê nos media (televisão, jornais, etc), coisas que muitas das vezes são mentira.
Continuando a falar dos media, estes para vender são capazes de manipular imagens através do photoshop ou de outro tipo de programa passando assim a imagem errada da realidade.
A expressão “Uma imagem vale mais que mil palavras”, é uma forma de comparar a força cognitiva e comunicativa das imagens, ou seja, a força que a mente tem para interpretação das imagens.
Através da linguagem icónica, podemos imediatamente associar a imagem ao assunto a que está relacionada, como foi falado nas primeiras aulas de C.L.C., por exemplo associamos a águia ao Benfica, a pomba branca à paz, o cravo à revolução, entre outros.
Existem situações do nosso quotidiano em que “Uma imagem vale mais que mil palavras” como por exemplo a crueldade para com os animais, como demonstra a imagem seguinte.
Como poderemos concluir este é talvez um dos melhores exemplos, pois através dele podemos ver o sofrimento que o animal está a sentir e basta isso para percebermos a mensagem por trás da imagem, sem ser necessário qualquer tipo de palavras.

Este tema é muito abordado via e-mail, as designadas “mensagens correntes”, que têm como objectivo sensibilizar a sociedade para este acto macabro, mas que geralmente não tem qualquer efeito, pois continua tudo na mesma e não são meras assinaturas e a revolta das pessoas que vão mudar esta realidade.

Não só este exemplo, como os mais variados é que levam a população a formar e a preservar uma opinião pública.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Ficha de Trabalho 2 - Ana Baiona

Ana Baiona




Analisando o texto que me foi apresentado sobre a opinião pública pude concluir que:
É através da força gerada pela opinião pública que muitos problemas sociais que lhe dão origem podem ser resolvidos, ela pode atingir uma escala local, nacional ou mundial, por isso a participação activa de todos os cidadãos não só é um direito mas um dever.
Os direitos à liberdade de expressão e informação são elementos fundamentais a toda a sociedade democrática, se não houver liberdade de expressão não há opinião pública.
Hoje em dia, a opinião pública é considerada uma opinião de massas, porque movimenta um grande número de indivíduos numa mesma direcção, muitas vezes manipulado por interesses económicos e políticos.
A formação da opinião pública numa sociedade é influenciada por diversos factores, entre os quais podemos destacar os meios de comunicação, são eles que exercem uma enorme influência sobre o público, não só conseguem manipular sobre o que devem pensar mas também como devem pensar, principalmente sobre as pessoas com menores recursos intelectuais, e as menos preparadas.
Estes utilizam meios e técnicas, que ao incutem no publico a sensação de serem meros instrumentos neutros sobre aquilo que discutem e defendem, servindo-se dos debates, comentadores críticos, entrevistas entre outros que incutem no espectador que quem fala é o representante de todos.
A única forma de os cidadãos evitarem cair nesses processos de manipulação é tornarem-se críticos sobre a informação que lhes é fornecida por os órgãos de informação e pelas instituições democráticas.
Temos que saber pensar e desenvolver o nosso conhecimento através da leitura, exercer o direito de voto, participar nos referendos, ter liberdade de opção e não ser conduzido e manipulado por quem domina.
Podemos também destacar que a opinião pública muitas vezes é posta em causa, existem mecanismos para a sua formação responsáveis por uma deturpação dessa mesma opinião/imagem, dos quais podemos destacar os boatos, as normas de grupo sociais, as sondagens, os líderes de grupo entre outros.

Ficha de Trabalho 1 - Joana Ferreira e Mariana Rocha

Joana Ferreira e Mariana Rocha


2- A Opinião Pública é toda uma opinião que formamos através dos meios de comunicação como a televisão, jornais, Internet, entre outros.

4- Referente ao caso Maddie, foram dadas inúmeras hipóteses sobre o que lhe teria acontecido. A nossa opinião é que foram os seus pais que a mataram, devido aos factos que nos foram apresentados pelos media, mas como nem tudo o que sai na imprensa é verdade não podemos ter uma opinião concreta e sólida.
Outro escândalo internacional envolveu o “Rei da Pop”, Michael Jackson, que foi acusado de pedofilia ao levar crianças para o seu rancho “Neverland”. Ambas somos da opinião que foi apenas para vender tablóides e que ele estava inocente, apenas gostava do convívio com crianças devido aos seus problemas de infância.

5- Concordamos com a afirmação de Fernando Pessoa, pois em Portugal existe muito pessimismo e as pessoas já nem têm interesse em dar a sua opinião, deixando o país à mão de sabe-se lá quem.
Também o facto da população portuguesa ter fraca escolaridade, impede que os cidadãos formem a sua opinião.
Nos EUA, sucede justamente o contrário pois as pessoas dão a sua opinião e ela é considerada válida e pode até retirar presidentes do poder, como foi a situação do presidente Nixon e o caso Watergate.

Ficha de Trabalho 2 - Ana Lopes

Ao ler este texto, verifico que concordo com as suas afirmações.

Sabemos que a opinião pública é o que nele se define e que esta é realmente influenciada por todos os meios técnicos e humanos que nos rodeiam.
Ao estarmos inseridos num determinado grupo, somos sempre influenciados pela opinião generalizada do grupo sobre determinado assunto. É certo que não temos obrigatoriamente que concordar, mas se o assunto tiver relacionado com normas de uma sociedade, sabemos que mesmo não concordando, temos que respeitar. E em muitas situações, tratando-se de um procedimento obrigatório, temos que cumprir.
No entanto, penso que todos nós deveríamos usar o nosso bom senso, que nem sempre está de acordo com o do nosso vizinho, mas terá decerto muitas semelhanças com um grande número de pessoas que formam a opinião pública.
Por outro lado, quando a nossa opinião diverge muito da do grupo onde estamos inseridos, devemos ter algum cuidado em divulga-la. Embora estejamos numa sociedade democrática, onde a liberdade de expressão é um facto, sabemos que há assuntos demasiado delicados e, por isso, o nosso manifesto deve respeitar o outro, ainda que os meios de comunicação muitas vezes não o façam, tentando manipular a opinião de cada um e, por sua vez, a opinião pública.
Os meios de comunicação social são cada vez mais os cérebros das pessoas, não só por oferecerem um mix de informação, mas também porque tomam muitas decisões por elas.
A capacidade de cada um de nós, para fazer a triagem da informação, tem a ver com muitos factores. Não podemos de maneira nenhuma digerir toda a informação, como se tudo estivesse certo, não podemos deixar que manipulem o nosso pensamento.
Na minha opinião, devemos ter vários pontos de vista para podermos reflectir, pois, várias linhas de pensamento dão-nos sempre mais oportunidades de decisão. Devemos nós próprios fazer uma busca pessoal sobre qualquer assunto que exija uma decisão através de opinião pública.
Como sabemos, os meios de comunicação são de tal forma manipuladores que, muitas vezes, as pessoas não têm capacidade para “cozinhar” a informação e formarem uma opinião em conformidade com a sua linha de pensamento.
Em suma, é deveras importante que não os deixemos manipular, mas antes constituirmos as nossas próprias opiniões sobre as matérias, estejam elas ou não de acordo com a “massa” e com os “mass media”. Por isso, concordo plenamente que urge cada vez mais e é necessária à evolução de qualquer Democracia a formação de leitores activos e críticos.

Ficha de Trabalho 1 - Ana Lopes e Vitor Belchior

2 - Opinião Pública: É UM CONCEITO ORIGINADO POR UM GRUPO DE PESSOAS SOBRE DETERMINADO ASSUNTO E QUE SE GENERALIZA PARA O RESTO DA SOCIEDADE.

4 - A opinião formada sobre o tema “Violência escolar” surgiu depois de notícias reveladas pelos media, mais precisamente pela televisão. Ela tornou-se mais importante e conhecida, devido aos vídeos efectuados pelos jovens em plena sala de aula, onde mostravam a violência entre eles próprios e o docente. Na nossa opinião este tipo de violência tornou-se mais frequente quando os jovens tiveram necessidade de se evidênciar, mostrando vídeos chamativos na Net , imitando outras culturas onde estas situações já se verificam há mais tempo.
Neste momento estas situações são mais comuns devido ao acesso fácil ás novas tecnologias e á necessidade de diferenciação de alguns jovens. São atitudes na maior parte das vezes inconscientes e falta de inter-acção familiar.
A nossa opinião também é que este tipo de violência escolar é mais do conhecimento público devido á facilidade de divulgação das notícias.

5 - Uma nação é constituída por pessoas que têm opinião sobre todos os assuntos que a mesma lhes expõe. Para que uma nação se forme com uma estrutura política democrática, é necessário que o seu povo manifeste a sua opinião e que normalmente acontece através de eleições. Quando é preciso aprovar determinadas leis mais delicadas, como o caso do aborto e da regionalização, a sociedade também tem que votar. Podemos também falar no caso do futebol. Se no nosso país a população não fosse tão adepta deste desporto, talvez esta nação não fosse tão conhecida como uma das que tem grandes futebolistas. A opinião pública manifesta-se em tudo.
Na minha opinião, posso então concluir que uma nação democrática, evidência, promove e desenvolve, as personalidades, ideias e atitudes que a opinião geral da sociedade manifestou.

Ficha de Trabalho 1 - Tiago Viçoso e Pedro Abrantes

2. É a opinião desenvolvida pela maioria da população, sobre um determinado tema, com base na informação que é fornecida ao pública.

4. A opinião formada sobre temas de interesse público é altamente influenciada pelos serviços de informação, que têm um papel determinante na criação dessas opiniões devido à forma como as informações são transmitidas ao público.

5. Um exemplo prático desta afirmação na actualidade é as eleições e os referendos, onde a população “decide” o que acha benéfico para o futuro do seu país. Sendo a qualidade da opinião pública um factor determinante para evolução da nação.

Ficha de trabalho 2 - Bruno Santos

A verdade é que os media assumem-se cada vez mais como um meio de formar opiniões ao invés de transmitir informação. Todos os meios de comunicação são, hoje, veículos para a criação e transformação de consciências. A informação quando chega às massas vem logo tratada pelos órgãos de comunicação social, já tem o cunho pessoal do jornalista que compôs a peça ou a reportagem, contribuindo assim para a formação de uma consciência comum.
O poder dos media para a formação de consciências é usado, em ultima análise, para a formação de uma opinião pública, o que é comum e indiscutível. Para corroborar esta afirmação podemos munirmo-nos de exemplos onde os media foram usados de forma clara para a formação de uma consciência e opinião pública comuns. Não é preciso recuar muito atrás no tempo para nos lembrarmos do papel preponderante que Barack Obama atribuiu à sua campanha eleitoral munindo-se de todos os artefactos de comunicação.
Lembremo-nos do caso do Eusébio e do novo Hospital da Luz, que não foi mais que uma manobra clara de marketing gratuito. Se formos um pouco mais atrás no tempo, lembramo-nos da forma como o regime nazi usava a propaganda como forma de mobilizar consciências.
Parece-me claro o poder que os meios de comunicação exercem sobre a opinião pública. É, também, verdade que assistimos cada vez mais ao aparecimento de algumas pessoas alegando a ‘desinformação’ ou questionando a qualidade da informação que se veicula pelos media. Por isso, e voltando ao ponto de partida, é preciso filtrar esta informação e analisá-la de forma crítica.
Cada um de nós deve ter espírito crítico e olhar para o mundo que nos rodeia com uma postura de interrogação e problematização das realidades que pautam o nosso quotidiano, isto é, não aceitar passivamente os dogmas da sociedade, mas questioná-los permanentemente. Assim, não devemos assumir como verdade o que nos transmitem os media sem termos conhecimento da totalidade dos factos. A formação da Opinião Pública como dominante, não provém do raciocínio, da razão ou da justiça, mas sim do número de elementos que defendem determinada opinião, constituindo desta forma a denominada “cultura de massas”.
A perspectiva conjunta de um povo acerca de qualquer assunto é considerada a opinião nacional que é baseada nos valores históricos, educacionais e morais de cada sociedade.
Individualizando, penso que cada pessoa tem o direito de intervir na direcção dos assuntos públicos do Estado, participando de modo directo ou indirecto na formação do governo e da sua administração, aliás como dita a democracia em que nos inserimos.
Em suma, somos cidadãos de uma sociedade onde imperam regras, no entanto devemos dar a conhecer a nossa posição e sermos sempre críticos, porque cada opinião conta.

Ficha de Trabalho 2 - Tiago Viçoso

A opinião pública origina-se através de julgamentos e ilações retiradas pela comunidade, não individualmente, mas como uma maioria, como uma corrente, sobre um determinado tema, de acordo com a cultura de massas.

A criação desta muitas vezes rege-se em torno de temas mediáticos e polémicos da actualidade, como por exemplo, os escândalos públicos (Freeport; “Face Oculta”, entre outros) ou um tema directamente relacionado com a comunidade a nível global (Aborto; Casamento entre pessoas do mesmo sexo; entre outros), que se tornam do conhecimento público através de grupos sociais, dos media e até mesmo através dos próprios governantes aquando da criação de referendos.

As informações divulgadas, seja por que meio for, são interpretadas de maneiras diferentes, variando de pessoa para pessoa, dependendo de diversos factores como o ambiente social em que estão inseridas, a formação literária e os recursos de comunicação e pesquisa de que dispõem de modo a poderem desenvolver a sua opinião.

A opinião pública está directamente relacionada a um fenómeno social que poderá ou não ter carácter político, sendo mais do que uma simples contagem de opiniões. Esta é influenciada pelo sistema social de um país, de uma comunidade.

Para que exista a transição de opinião pessoal para opinião pública é necessário que a comunidade (uma massa; uma maioria), a manifeste. Mas, por vezes, essa manifestação está longe de ser fácil.

Ao estarmos inseridos numa comunidade pertencemos a um padrão social. Um porta-voz de uma opinião na tentativa de torná-la pública, por vezes, pode ser alvo de repercussões sociais, levando até à sua exclusão.

Certas pessoas, activas na vida político-social do país, gozam de um estatuto que lhes permite manifestarem a sua opinião pessoal publicamente. Os chamados líderes de opinião, ao fazerem-no desempenham um papel importantíssimo na Democracia e para os cidadãos dispondo de uma influência considerável para a formação de uma opinião em massa.

As opiniões em massa por vezes são alvo de estudo, recorrendo-se às sondagens ou estudos de opinião. Quando se fala de sondagem refere-se a um processo de recolha de informação a partir de uma amostra representativa da população. Essa recolha deveria ser imparcial e fidedigna, mas a manipulação dos estudos de opinião, por exemplo em momentos prévios a actos eleitorais, é, infelizmente, uma prática muito comum no nosso país.

Ao longo dos anos, têm havido consideráveis disparidades entre estudos de opinião que vão sendo publicados nos órgãos de comunicação social e os resultados eleitorais obtidos, levando a população a por em causa a veracidade das informações que lhes são transmitidas.

Por fim, gostaria de reforçar a ideia de que sendo os Media os principais responsáveis pela comunicação e difusão e que, ao faze-lo estão muitas vezes a contribuir para a formação da Opinião Pública, é assim cada vez mais necessária a formação de leitores activos e críticos para que impere na nossa sociedade democrática a imparcialidade.

Ficha de trabalho 2 - Patricia Carocha

Posicionamento Crítico

Ao longo dos anos e após a liberdade de expressão conquistada no 25 de Abril de 1974, tem-se vindo a assistir a uma manifestação de opinião cada vez mais acentuada.
Hoje em dia, achamo-nos detentores de um total poder assumido para “opinar” em relação a tudo e todos que venham a público e ainda nos achamos no direito de ser levados a sério.
No entanto, esse poder de opinião é geralmente condicionado por aspectos sociais e políticos, valores religiosos e regras de comportamento que nos fazem crer em verdades por vezes pouco verdadeiras.
As próprias sociedades chegam a fazer juízos de valor influenciados pelo “socialmente correcto” e chegam a ter a convicção que os mesmos são absolutamente verdadeiros.
Um elemento bastante importante na formação da opinião pública é, sem dúvida, o poder da argumentação, o esmiuçar dos factos e defende-los exaustivamente, tornando esses argumentos credíveis, quase intocáveis em função do objectivo que queremos alcançar.
Actualmente, os partidos políticos quando entram em campanha, ou quando estão a estudar factores importantes para formação de um programa de governo, concentram-se na opinião pública em relação a vários temas para direccionar as suas intervenções em concordância com essa mesma opinião, de modo a convencer a maioria do eleitorado e conquistar assim o seu voto.
Um líder político tem sempre um nível de formação acima da média, tem uma imagem que nos atinge positivamente, tem um comportamento público aparentemente intocável, tem uma educação que deverá ter como base valores respeitados na sociedade em que está inserido, de modo a não ser excluído da mesma, tem um poder de argumentação convicto, usa e faz um discurso capaz de prender multidões, pois só deste modo conseguirá liderar opiniões de forma a atingir a sociedade e captar a atenção da mesma em proveito do objectivo que pretende alcançar.
Por vezes estamos tão deslumbrados com aquela imagem de “ser perfeito” e inabalável, capaz de representar uma nação, que precisamos de ouvir os críticos activos que têm como principal função alertar-nos para a veracidade da essência desse deslumbramento, desses discursos, dessa imagem, dessa argumentação, de modo a sairmos dessa opinião pública e fazer uma análise imparcial, neutra.
Daí ser cada vez mais necessária a formação de leitores activos e críticos, que não se deixem manipular pela opinião pública, pelos mass media, por esta “sociedade de massas” onde vivemos mergulhados.


Trabalho realizado por: Patricia Carocha